Os 14 Grandes Mestres Brasileiros

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Alexandr Fier

Natural de Joinville, Santa Catarina, iniciou sua carreira muito jovem, vencendo o campeonato paranaense sub-10 logo aos 6 anos de idade. Ainda nas categorias de base, destacou-se pelo vice-campeonato mundial sub-10 em 1998, disputado na Espanha. Com 16 anos alcançou o título de Mestre Internacional e dois anos mais tarde o de Grande Mestre, tornando-se o segundo mais jovem brasileiro a atingir tal feito. Ele passou a ser o enxadrista nº 1 do Brasil em 2009, quando atingiu a posição 95 no ranking mundial. Fier é o atual campeão brasileiro e na lista da FIDE de agosto de 2018 ele é o número 4 do Brasil. Atualmente o jogador vive em Tbilisi, na Geórgia, com sua esposa, a também enxadrista Nino Maisuradze, e o filho do casal, o pequeno Viktor Fier. A mudança de endereço permite que Fier seja o enxadrista brasileiro mais atuante nos torneios internacionais, especialmente os europeus.

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André Diamant

O enxadrista cearense radicado em São Paulo, André Diamant (Fortaleza, 1990), começou sua vida no xadrez logo aos 4 anos. Com 8 anos iniciou suas aulas no Clube Hebraica e, patrocinado pelo clube, realizou um estágio de quatro meses na cidade russa de São Petersburgo, na Academia Alexander Khalifman. Mais tarde, morou nos Estados Unidos. Tendo conquistado vários títulos, incluindo o pan-americano de 2001, integrou a equipe olímpica brasileira na 38ª Olimpíada de Xadrez. Em 2008, aos 18 anos, sagrou-se campeão brasileiro e, um ano depois, conquistou o título de Grande Mestre, sendo o oitavo brasileiro a alcançá-lo. Diamant esteve afastado dos torneios pelo período em que cursou faculdade nos Estados Unidos, mas no ano de 2015 retornou aos tabuleiros tupiniquins. Na lista da FIDE de agosto de 2018 ele é o número 8 do ranking nacional.

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Darcy Lima

Darcy Lima (Rio de Janeiro, 1962) conquistou o título de Mestre Internacional em 1989 e o título de Grande Mestre no ano de 1997. No ano de 2003 ganhou o título de campeão brasileiro absoluto de xadrez pela terceira vez, sendo apontado pelo site russo Chess Siberia como o melhor jogador de xadrez de setembro daquele ano. Além de ter representado o Brasil em várias Olimpíadas, ele se classificou para a Copa do Mundo de Xadrez nos anos de 2000, 2004, 2005 e 2007. Atualmente Darcy é presidente da Confederação Brasileira de Xadrez – CBX. A função administrativa não afastou o GM dos tabuleiros, que ainda compete, embora em menor intensidade. Ele aparece como o número 6 do Brasil na lista de rating de agosto de 2018

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Evandro Barbosa

Natural de São Sebastião do Paraíso/MG, Evandro Amorim Barbosa tornou-se o 12º grande mestre brasileiro no ano de 2016, quebrando o jejum de 6 anos sem novos GMs no país. A terceira norma era questão de tempo, mas seu desempenho no Campeonato Brasileiro Absoluto de 2015, quando terminou como vice-campeão, antecipou os fatos e o feito foi alcançado logo em seguida, no Circuito de GM do Nordeste, etapa de Natal/RN. Evandro contou os segredos da sua trajetória até a norma definitiva na Palestra Online “Como se tornar um GM?” ministrada com o GM Rafael Leitão. Um trecho da aula, no qual ele diz os livros que utilizou em sua preparação, está disponível no Canal da Academia Rafael Leitão no Youtube. No ano de 2016, já como Grande Mestre, Evandro representou o Brasil pela primeira vez na Olimpíada de Xadrez de Baku, no Azerbaijão. Atualmente ele é 10º do ranking brasileiro.

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Everaldo Matsuura

Nascido em Maringá, Paraná, em 1970, sagrou-se Mestre Internacional aos 26 anos de idade. Tem inúmeros títulos no currículo. Suas conquistas mais expressivas incluem o quarto lugar no Mundial de Cadetes, na Argentina, em 1986, algumas participações na Olimpíada de Xadrez e a classificação para a Copa do Mundo da FIDE. Tornou-se o 11º Grande Mestre brasileiro em 2010 e, atualmente, tem a 12ª posição no ranking nacional de xadrez. Em fevereiro de 2017 Matsuura conquistou seu segundo título brasileiro, 26 anos após a primeira conquista, ocorrida em 1991.

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Felipe El debs

Nascido em São Carlos-SP em 1985, recebeu o título de Grande Mestre em 2010, obtendo a norma decisiva no Memorial Wanderley Cason de Melo, em Campinas. Felipe finalizou o campeonato de forma invicta, com nove pontos, dentre treze possíveis, vencendo dois dos cinco Grandes Mestres participantes. No Campeonato Brasileiro sub-20 de 2005, no qual tornou-se Mestre FIDE, o título veio para coroar uma atuação perfeita, com 100% de aproveitamento. Recentemente, El Debs conquistou a vaga para participar se sua primeira Copa do Mundo, que aconteceu em agosto de 2017, em Tbilisi, na Geórgia. Ele é o atual nº 7 do ranking nacional e integrou a equipe olímpica brasileira em Tromso-2014 e Baku-2016.

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Gilberto Milos

Gilberto Milos (São Paulo, 1963) recebeu o título de Mestre Internacional em 1984 e de Grande Mestre em 1988. Conquistou seis títulos nacionais entre os anos de 1984 e 1995 e participou da equipe olímpica em diversas ocasiões, além de ter representado nosso país em várias Copas do Mundo. Dentre suas mais notáveis conquistas estão os quatro títulos do Campeonato de Xadrez da América do Sul, sendo o último em 2007, além de expressivas colocações em Campeonatos Mundiais da FIDE. É preciso destacar também que Milos foi treinador do GM Rafael Leitão durante muitos anos, desde que o maranhense passou a residir em Americana, em 1995. Rafael considera Milos um dos grandes responsáveis por sua conquista do título mundial sub-18 em 1996 e do seu título de GM, dois anos mais tarde. Em agosto de 2018, Milos aparece como “inativo” na lista de rating da FIDE, por estar há mais de um ano sem jogar partidas oficiais.

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Giovanni Vescovis

O enxadrista brasileiro Giovanni Vescovi (Porto Alegre, 1978) começou logo aos 3 anos de idade a jogar xadrez. Em 1987, tornou-se vice-campeão mundial mirim, sendo o primeiro brasileiro a conquistar esse feito. Grande Mestre desde o ano de 1998, Vescovi já participou de campeonatos em mais de 30 países, tendo o domínio de cinco idiomas. No início de 2010 era o melhor enxadrista brasileiro e 64º do mundo, conquistando, ao final desse mesmo ano, seu sétimo título nacional de xadrez. Em 2012, teve sua última participação na Olimpíada de Xadrez de Istambul. A inatividade do enxadrista na lista oficial da FIDE se deu porque ele passou a se dedicar ao mercado financeiro, como disse o próprio Vescovi em entrevista concedida ao GM Leitão. A “rivalidade” entre Vescovi e Leitão, uma das maiores do xadrez brasileiro, começou cedo, pois se enfrentaram pela 1ª vez em 1987.

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Henrique Mecking

Henrique Mecking (Santa Cruz do Sul, 1952), o Mequinho, como é conhecido, é considerado a lenda do xadrez brasileiro. Bicampeão do Torneio Interzonal e duas vezes candidato a desafiante ao título mundial, Mequinho, no ano de 1977, alcançou a terceira posição no ranking mundial. Infelizmente, por motivo de doença, precisou se afastar e sua carreira saiu prejudicada. Retornou apenas em 1991 às competições, atuando ainda em alto nível. O primeiro grande mestre brasileiro ainda disputa matches e alguns torneios. Seu retorno aos torneios abertos aconteceu em fevereiro de 2017, quando jogou o III Floripa Chess Open, ficando em 15º lugar, o que o fez retornar à lista da FIDE como o nº 2 do Brasil em março de 2017, posto que ainda ocupa.

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Jaime Sunye

Jaime Sunye Neto (Curitiba,1957) foi bicampeão brasileiro juvenil e campeão juvenil pan- americano. De dez participações no Campeonato Brasileiro de Xadrez, sagrou-se campeão em sete oportunidades, além de grandes apresentações em torneios interzonais e sul- americanos. Sunye alcançou o título de Mestre Internacional em 1980 e de Grande Mestre seis anos depois, sendo o segundo brasileiro a alcançar tal feito. Representou o Brasil em nove olimpíadas e foi presidente da Confederação Brasileira de Xadrez entre 1988 e 1992, além de atuar como vice-presidente da FIDE para as Américas. Mais tarde, passou a dedicar-se a projetos de ensino de xadrez em escolas. Sunye voltou a disputar competições em 2018 e atualmente é o número 13 do Brasil. Sunye e Milos protagonizaram uma das maiores rivalidades do xadrez brasileiro.

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Krikor Mekhitarian

Krikor Sevag Mekhitarian (São Paulo, 1986) é um dos mais ativos GMs brasileiros da atualidade. Ele é conhecido por suas preparações teóricas de alto nível, já tendo trabalhado como analista para a lenda do xadrez mundial Levon Aronian. Krikor tem ascendência armênia e fala o idioma com fluência. Em 2010, no torneio Open de Eforie, realizado na Romênia, conquistou sua terceira norma para tornar-se um Grande Mestre. Campeão Brasileiro Absoluto de Xadrez nos anos de 2013 e 2015, Krikor é o atual nº 5 do ranking nacional.

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Luis Paulo Supi

Supi (Catanduvas-SP, 1996) se tornou o 14º GM brasileiro em dezembro de 2017. A primeira norma veio no Floripa Chess Open de 2016, quando liderou boa parte do torneio e lutou pela 1ª colocação até a última rodada, ficando em 4º lugar, no critério de desempate com o 2º e o 3º colocados. A segunda norma foi conquistada junto com o título de Campeão Pan-Americano sub-20, que aconteceu em Guatapé (Antioquia), Colômbia, em 2016. E a terceira e definitiva norma veio ao conquistar o ITT Magistral Acre 2017. Na lista de agosto de 2018, Supi é o 3º colocado no ranking nacional.

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Rafael Leitão

O heptacampeão brasileiro Rafael Leitão (São Luís, 1979), detentor dos títulos de Grande Mestre Internacional pela FIDE e ICCF, começou a jogar xadrez logo aos 6 anos de idade e, aos 9, conquistou o título de campeão brasileiro mirim sub-10, o primeiro de uma carreira de sucesso. Aos 15 anos Rafael tornou-se Mestre Internacional e, em 1998, Grande Mestre, sendo o mais jovem brasileiro a atingir tal conquista. Dentre participações em olimpíadas e campeonatos mundiais, obteve destaque no mundial de Nova Delhi, em 2000, terminando entre os 16 melhores do mundo e na Olimpíada de Xadrez de Turim (2006), conquistando a medalha de prata. É o único brasileiro detentor de dois títulos mundiais (sub-12 e sub-18). Em 2012, com o 3º lugar no Mundial por Correspondência, tornou-se GM também nesta categoria. Rafael é o jogador nº 1 do Brasil, de acordo com a lista da FIDE de agosto de 2018.

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Yago Santiago

Nascido em 17 de abril de 1992, o pernambucano Yago de Moura Santiago aprendeu a jogar xadrez aos 8 anos de idade com o pai. No ano de 2009 ele foi campeão absoluto do Nordeste após vencer o II Memorial Governador Miguel Arraes, também conhecido como "Nordestão". No ano de 2010, o feito foi repetido. Em 2012, após se tornar vice-campeão do Campeonato Sul-americano de Xadrez Sub-20, realizado em Assunção, no Paraguai, Yago consagrou-se Mestre Internacional. Em julho de 2017, depois de vencer o XVII Magistral Internacional Ciudad de Río Grande, na Argentina, Yago tornou-se o 13º brasileiro a conquistar o título de Grande Mestre Internacional de Xadrez, após atingir 2500 pontos de rating, já que havia conquistado as 3 normas de GM necessárias à outorga do título. Na lista de agosto de 2018, Yago é o enxadrista número 15 do Brasil.

Fonte: Rafael Leitão